sexta-feira, 29 de abril de 2011

Penso, logo entro em crise.

     Eu tou sentindo uma terrível ausência de mim mesma, ausência de quando as coisas costumavam ser como eram. E como eram? Não exatamente ausência, uma espécie de saudade de um dos meus "eus" que talvez nunca tenha existido ou existe e sou exatamente eu, mas isso não me importa muito.
Tem gente que não gosta desse lado efêmero da vida, eu particularmente adoro. Adoro sentir essa saudade do que eu costumava ser, essa ausência de uma personalidade que está comigo o tempo todo, essa saudade de pessoas que estão ao meu lado o tempo todo. Não sei, não consigo entender, acho complicado, complicado demais, complexo, difícil, estranho, até parece uma personalidade minha em uma língua que eu mesma desconheço. 
      E eu sinto isso, esse aperto estranho que as vezes torna difícil até mesmo respirar, essa falta de tudo. E de nada. Falta de que? Não sei, só falta. Esse cansaço de querer tudo e ao mesmo tempo achar que nada importa. Essa vontade de me abraçar em mim mesma e ficar só por uns instantes, os instantes necessários. Eu me sinto cansada, cansada do impossível, cansada do difícil, cansada das pessoas, as pessoas efusivas, as pessoas simpáticas demais, as pessoas pra quais tudo sempre parece dar certo, tudo sempre parece estar indo tão bem. 

   Esse conflito me mata, me tortura, me esmaga, me esmaga de todas as maneiras. Isso dói. Isso é incômodo. Essa angustia de tudo e de nada. Esse medo do conhecido e essa vontade de agarrar tudo que eu desconheço. Esse conflito. Esse conflito. Esse conflito. Angustiante, irritante, chato, cansativo. Essa falta de mim, essa saudade de mim. Essa crise existencial. Tudo isso! Eu não gosto, eu detesto e eu desprezo, mas faz bem, sempre faz bem. 
     E passa, tudo sempre passa, tem que passar.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Dreams, dreams...

"A possibilidade de realizar um sonho é o que torna a vida interessante."

É por isso que eu tou aqui hoje, por um sonho. Um sonho de anos, que já fez vários aniversários e que eu julgava impossível de ser realizado. Mas eu excluí as impossibilidades do meu caminho e determinei que tudo o que eu quiser e que eu fizer o possível pra ser real, eu vou conseguir tornar real. Até os sonhos considerados mais impossíveis. Eu não me importo com quem eu possa contar ou não, o que importa é que eu vou até os limites pra saber em quem eu posso confiar e quem vai me ajudar e vai estar comigo pra realizar esses sonhos.
Uma vez eu vi um filme que dizia “nunca deixe que lhe digam que você não pode fazer algo. Nem mesmo as pessoas mais importantes da sua vida. Se você tem um sonho, você deve protegê-lo. Quando alguém não pode fazer algo, diz que você não pode. Se quiser algo, vá atrás.”. E eu concordo. Eu concordo plenamente e eu sei que se eu tenho sonhos, eu posso realizá-los. Meu professor sempre me dizia: “enquanto você não dizer que não consegue, tudo se torna mais fácil.” Não era exatamente isso, mas era algo parecido e isso eu trouxe pra minha vida.
Eu perdi a primeira oportunidade, eu não fiz tudo o que eu podia, eu não fui até o fim, nem até as últimas conseqüências. Mas eu tive uma segunda chance, eu felizmente tive, e pode até ser o acaso, mas eu prefiro acreditar que é pra eu dar o melhor de mim pra eu ir até os limites em todos os sentidos, pra eu aprender em quem eu posso confiar e em quem vai estar comigo pra realizar os meus sonhos. Eu deixo que me digam que é impossível, para poder provar o contrário.
Talvez eu consiga e se eu conseguir, eu vou levar isso comigo. Dizem que nada tem valor se não tiver esforço e eu digo, eu digo e repito cem milhões de vezes: nada é impossível se você acreditar. E quem acredita, sempre alcança, já dizia Renato Russo, e ele disse também pra nunca deixar que ninguém lhe diga que não vale a pena acreditar no sonho que se tem. E mesmo se eu não conseguir, eu vou me orgulhar de olhar pra trás e dizer que eu tentei, que eu dei tudo de mim e que eu fiz o que é julgado como impossível, sem me importar com as conseqüências disso.
Se você tem um sonho, procure realizar, não importa do que ou de quem você tiver que passar por cima, lembre-se que amanhã pode ser muito tarde e não leve a vida e nem as pessoas tão a sério, você não sabe até quando isso vai durar. Olhe pra trás e diga que valeu a pena, que faria tudo de novo, por maior que seja o peso que você teve que carregar nas costas, tenha fé, não desista. Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade. E a medalha de ouro, sempre vai pra quem não desiste dos próprios sonhos.

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

LDN!

Eu etsou em Londres desde domingo. E desde então, eu só consigo achar essa cidade cada vez mais perfeita. Confesso que não tenho saído muito. Meus passeios se resumiram em dar uma caminhada na Oxford Street e comprar algumas coisinhas - o que já fiz 3 vezes - e caminhar pelo Museu Britânico no meio da história, de tantas antiguidades valiosas e múmias. Confesso que a parte das múmias foi a que eu mais gostei, hahaha.
Mas o que mais me encanta, é ver como o povo aqui é culto. Eu entro no metrô, todos estão lendo jornais ou livros e tomando o seu café, sempre muito bem vestidos e sem nenhum fio de cabelo fora do lugar. Esse meu passeio matinal tem se resumido em Willesden Green - Baker Street e Baker Street - King's Cross St. Pancras. As aulas de inglês são legais. Não muito, mas são suportáveis.
A cidade é umida e cinza, apesar de ter feito sol dois dias desde que estou aqui - raro, segundo a dona da student house na qual estou dormindo.
A cidade é completamente musical: música no metrô, onde vários "artistas" perambulam com os seus instrumentos nas mãos, tocando em troca de alguns trocados. É maravilhoso passar correndo pelas estações e ver isso acontecendo, eu adorei.
A comida? Bom, no meu caso, tem se resumido a Mc Donalds, Burger King e jantinhas caseiras. Se eu estou gostando? Olha, eu sinto saudade do arroz e feijão.
Domingo me mudo pra uma casa de família, com quatro filhos, espero que fique tudo bem, depois de alguns probleminhas.
Programa da tarde: dormir ouvindo a chuva londrina bater na janela!